Daqui do alto da pirâmide de vidro,
assisto a torre pulsar suas infinitas cores.
E mesmo no negro da noite, eu reflito
sobre nossos sofrimentos e nossas dores
e, nesses momentos, no olhar distante, eu insisto
em confessar como verdade o que pensam ser os rumores.
Rumores que sufocam nossos desejos aflitos
e instauram em nós a culpa e seus temores.
As vezes, acho que ficaremos loucos com tudo isso,
mas, ainda sim, somos os únicos responsáveis e autores
pelos sentimentos sóbrios e versores
que podem ainda ser confundidos como vícios
... apesar de eu pensar que somos, na verdade,
apaixonados...
... sonhadores.