Você sabia que a cor dos seus cabelos
é da mesma cor da folha da árvore de Maple
que está na bandeira do Canadá?
Canadá, que amadureceu nossos segredos
e – sob todos os efeitos –
fez eternizar em nosso peito
o Amor que já não se pode mensurar
E sim retribuir com mútuo zelo,
mesmo algumas vezes meio sem jeito,
mas com originalidade para tudo que há.
Sei que não existe declaração ou apelo
que possa traduzir o sincero respeito
por tudo o que criamos e que temos feito
para construir uma vida par.
Importa apenas que o coração seja o elo
do caminho, adverso ou perfeito,
quando a Vida nos ensina a trilhar".
com Amor,
Luís Gustavo Brito Dias
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
- amores do passado [ou amor adolescente]
Eu que achava que o amor adolescente
fosse valer para a minha vida toda,
aprendi que o caminho diferente
nos transforma de uma forma louca.
Eu que achava que, dali pra frente,
nada em minha vida teria sentido,
aprendi que a desilusão da gente
ajuda a enfrentar o desconhecido.
Eu que ainda remoía a raiva presente
pelas coisas ditas e não ditas,
aprendi a preservar em minha mente
você nas cenas ímpares e bonitas.
Eu que ainda observei distante
algumas situações do seu dia a dia,
aprendi que tudo havia sido importante,
mesmo quando um de nós ainda sofria.
Eu que agora sigo adiante,
só tenho a agradecer o aprendizado.
Espero que encontre alguém bom o bastante
para caminhar sempre ao seu lado.
fosse valer para a minha vida toda,
aprendi que o caminho diferente
nos transforma de uma forma louca.
Eu que achava que, dali pra frente,
nada em minha vida teria sentido,
aprendi que a desilusão da gente
ajuda a enfrentar o desconhecido.
Eu que ainda remoía a raiva presente
pelas coisas ditas e não ditas,
aprendi a preservar em minha mente
você nas cenas ímpares e bonitas.
Eu que ainda observei distante
algumas situações do seu dia a dia,
aprendi que tudo havia sido importante,
mesmo quando um de nós ainda sofria.
Eu que agora sigo adiante,
só tenho a agradecer o aprendizado.
Espero que encontre alguém bom o bastante
para caminhar sempre ao seu lado.
terça-feira, 13 de maio de 2014
- uma poesia qualquer
Não se pode publicar uma poesia
que não seja possível ler depois
algo que não tenha harmonia:
feijão com arroz
Uma poesia cheia de vento
que não pode ser honesta
nem por fora, nem por dentro
que antes mesmo do seu fim morreria
por ser vazia
de palavra
de sentimento.
que não seja possível ler depois
algo que não tenha harmonia:
feijão com arroz
Uma poesia cheia de vento
que não pode ser honesta
nem por fora, nem por dentro
que antes mesmo do seu fim morreria
por ser vazia
de palavra
de sentimento.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
- revérbero
Algumas vezes nos perdemos no tempo
e, apesar da existência da possibilidade,
insistimos em sobejar em lágrima e lamento.
Quantas são as alternativas de dizer a verdade
que ecoam pela vida como ideia e pensamento?
Temos colhido frutos disso tudo na realidade?
Por vezes, não somos honestos no sentimento
e preferimos ocultar a parcela de sinceridade
que poderia nos trazer paz e amadurecimento.
Subestimamo-nos em inteligência e capacidade
chamando as dúvidas da alma de sofrimento
- embora não exista fórmula ao amor ou à amizade
... e tampouco para o que guardamos cá dentro.
Importa que transformemos o silêncio em oportunidade,
pois não é na forma que ecoa a liberdade
mas sim no movimento.
e, apesar da existência da possibilidade,
insistimos em sobejar em lágrima e lamento.
Quantas são as alternativas de dizer a verdade
que ecoam pela vida como ideia e pensamento?
Temos colhido frutos disso tudo na realidade?
Por vezes, não somos honestos no sentimento
e preferimos ocultar a parcela de sinceridade
que poderia nos trazer paz e amadurecimento.
Subestimamo-nos em inteligência e capacidade
chamando as dúvidas da alma de sofrimento
- embora não exista fórmula ao amor ou à amizade
... e tampouco para o que guardamos cá dentro.
Importa que transformemos o silêncio em oportunidade,
pois não é na forma que ecoa a liberdade
mas sim no movimento.
domingo, 11 de agosto de 2013
- umbigo
Pensar que eu seja o centro do universo
e que o sentido da vida esteja comigo
é não compreender que me encontro imerso
num círculo limítrofe chamado umbigo
Acreditar somente no que é incerto
desdenhando promessas e compromissos
é perder a liberdade e permanecer coberto
pelo caos das dúvidas e dos sacrifícios
Mas é no rompante de idéias do pretérito
que reside a cura da altivez dos velhos vícios;
e é na superação que reside o eterno mérito
de vencer o que outrora era considerado
distante e difícil
(morre umbigo)
e que o sentido da vida esteja comigo
é não compreender que me encontro imerso
num círculo limítrofe chamado umbigo
Acreditar somente no que é incerto
desdenhando promessas e compromissos
é perder a liberdade e permanecer coberto
pelo caos das dúvidas e dos sacrifícios
Mas é no rompante de idéias do pretérito
que reside a cura da altivez dos velhos vícios;
e é na superação que reside o eterno mérito
de vencer o que outrora era considerado
distante e difícil
(morre umbigo)
terça-feira, 30 de julho de 2013
- receios
Doravante, os receios se tornaram versores
e a razão, amiúde, à resistência da alma,
condensou-se em diversos outros fatores
que, por vezes, me fizeram perder a calma.
E foi por isso que decidi abastar a fera,
que, de outras eras, residia dentro de mim.
Não foi necessário muito sacrifício,
pois o que apodrece não se prolifera
expele-se naturalmente na ausência do fim.
e a razão, amiúde, à resistência da alma,
condensou-se em diversos outros fatores
que, por vezes, me fizeram perder a calma.
E foi por isso que decidi abastar a fera,
que, de outras eras, residia dentro de mim.
Não foi necessário muito sacrifício,
pois o que apodrece não se prolifera
expele-se naturalmente na ausência do fim.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
- Amor de Verdade
Sempre pensei que fosse o último romântico e por muito tempo estive angustiado e sofrido, perambulando nas ruas com minha tristeza cretina, abrindo feridas que vão além da carne. Foram inúmeras as vezes que optei pelo silêncio do tempo, ao invés de transformar o momento com aquilo que construí como verdade solene. Sei que o silêncio diz muito, mas, às vezes, pode ser também o pior palavrão. E desolar uma alma com o repleto vazio, é apenas a prova de que nossa vida é uma grande ilusão.
Nada me comove mais do que acordar sorrindo, estando livre da carga de um ego sombrio que se guia friamente pela razão. É importante lembrar que o caminho é amplo e, nele, não estamos sozinhos. Há muito mais na vida do que escolher ser bandido ou mocinho.
Amar não é uma escolha. Não é uma verdade. E sim essência que sobrepuja as barreiras da dualidade. Nada somos quando negamos o Amor. Nada nos tornamos quando estamos na dor. Doer pode parecer um sinal de maturidade, mas, ao contrário, é somente formato de apego, de interpretações baseadas no medo do desconhecido, da totalidade.
Já o Amor não pode ser definido como isso ou aquilo, não julga e não se perde na realidade.
Tudo é. Tudo sabe. O Amor de verdade.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
- o sibilo da perfeição
O sibilo da manhã
ecoa no meu ser
e a minha mente sã
parece renascer...
Outrora, os dias,
vultos de muitas eras,
são fontes vivas
da ausência de matéria.
Propago na inconstância,
dúvida do que um dia fui.
Está a vida na ausência
e não naquilo que rui.
Ser não é uma condição,
tampouco um preceito,
nem se anula pelo "não"
pois está além do que é
Perfeito.
ecoa no meu ser
e a minha mente sã
parece renascer...
Outrora, os dias,
vultos de muitas eras,
são fontes vivas
da ausência de matéria.
Propago na inconstância,
dúvida do que um dia fui.
Está a vida na ausência
e não naquilo que rui.
Ser não é uma condição,
tampouco um preceito,
nem se anula pelo "não"
pois está além do que é
Perfeito.
domingo, 28 de outubro de 2012
- o Universo das coisas
O Universo é transitoriedade
e nele não existe métrica,
não é possível mensurar sua idade
ou criar qualquer que seja a replica.
No Universo está a gênese de Tudo
mesmo tendo como base o Nada;
por isso, revela-se como oceano profundo
e também como água represa e rasa.
No Universo, milênios são segundos;
caos e harmonia, sinônimos de Unidade
- e, nós, imagem e semelhança do absoluto,
nascemos e renascemos do ventre da Eternidade.
O Universo é também nosso fruto
e projetamos nele faces da Verdade;
não existindo o que seja falso ou irresoluto,
e sim a manifestação do que é constante:
a Singularidade
e nele não existe métrica,
não é possível mensurar sua idade
ou criar qualquer que seja a replica.
No Universo está a gênese de Tudo
mesmo tendo como base o Nada;
por isso, revela-se como oceano profundo
e também como água represa e rasa.
No Universo, milênios são segundos;
caos e harmonia, sinônimos de Unidade
- e, nós, imagem e semelhança do absoluto,
nascemos e renascemos do ventre da Eternidade.
O Universo é também nosso fruto
e projetamos nele faces da Verdade;
não existindo o que seja falso ou irresoluto,
e sim a manifestação do que é constante:
a Singularidade
terça-feira, 1 de maio de 2012
- estando
Estou me desapegando do egoísmo e da dor,
das coisas que limitam o que verdadeiramente sou.
Estou falando somente de paz - e não mais da guerra -
acreditando em mim mesmo, nos outros, na nossa terra.
Estou me reconciliando com os preceitos da natureza,
reconhecendo no detalhe, a inocência, a pureza e a beleza.
Estou compreendendo tudo que eu achava que sabia,
vitalizando em mim a humildade e a sabedoria.
Estou transformando treva em luz,
exaurindo do meu caminho dogmas e tabus.
Estou fazendo tudo como se fosse a primeira vez:
me emocionando todos os dias, sem me importar com os clichês.
Estou amando de verdade,
pois tudo se tornou vida quando abri o peito para a felicidade.
das coisas que limitam o que verdadeiramente sou.
Estou falando somente de paz - e não mais da guerra -
acreditando em mim mesmo, nos outros, na nossa terra.
Estou me reconciliando com os preceitos da natureza,
reconhecendo no detalhe, a inocência, a pureza e a beleza.
Estou compreendendo tudo que eu achava que sabia,
vitalizando em mim a humildade e a sabedoria.
Estou transformando treva em luz,
exaurindo do meu caminho dogmas e tabus.
Estou fazendo tudo como se fosse a primeira vez:
me emocionando todos os dias, sem me importar com os clichês.
Estou amando de verdade,
pois tudo se tornou vida quando abri o peito para a felicidade.
terça-feira, 24 de abril de 2012
- somos um
Sempre fui apaixonado pelo contato com nós humanos,
mas eu jamais soube explicar o porquê ou como
esse sentimento cresceu em mim ao longo dos anos.
Hoje, percebo que mesmo no silêncio das palavras aprendo e somo.
No desfrute com o outro está o nosso crescimento,
a razão para a volúpia, para o prazer e para o desejo mútuo;
é nos outros que estão as raizes de nossas emoções e sentimentos,
e também o semear, o plantio e a colheita de todo fruto.
Não é à toa que nos denominamos semelhantes,
pois o que somos resulta da interação que reflete e ecoa
nas mentes que se conversam de maneira livre e constante.
Por isso, ao dizer "eu sou" limito-me como pessoa
e esqueço-me da essência: una e reverberante.
mas eu jamais soube explicar o porquê ou como
esse sentimento cresceu em mim ao longo dos anos.
Hoje, percebo que mesmo no silêncio das palavras aprendo e somo.
No desfrute com o outro está o nosso crescimento,
a razão para a volúpia, para o prazer e para o desejo mútuo;
é nos outros que estão as raizes de nossas emoções e sentimentos,
e também o semear, o plantio e a colheita de todo fruto.
Não é à toa que nos denominamos semelhantes,
pois o que somos resulta da interação que reflete e ecoa
nas mentes que se conversam de maneira livre e constante.
Por isso, ao dizer "eu sou" limito-me como pessoa
e esqueço-me da essência: una e reverberante.
terça-feira, 17 de abril de 2012
- destino do acaso [ou acaso do destino]
Aos desesperados não há paz
no intervalo de cada dia,
pois a dor nunca é demais
para o peito que atrofia.
Qualquer sentimento se desfaz
e revela o que antes não se via
mas é a ilusão, tão sorrateira e fugaz,
desfalecendo a mente vazia.
Saiba: a vida nunca jaz
para quem vence a covardia
de viver olhando para traz,
exaltando a melancolia.
A grandeza está em jamais
se prostrar diante da desarmonia,
em limitar-se com idéias banais
sofrendo por aquilo que "seria".
Destino ou acaso se faz
em tudo que se cria e se recria;
e não existe nem menos nem mais
nos intervalos de harmonia.
no intervalo de cada dia,
pois a dor nunca é demais
para o peito que atrofia.
Qualquer sentimento se desfaz
e revela o que antes não se via
mas é a ilusão, tão sorrateira e fugaz,
desfalecendo a mente vazia.
Saiba: a vida nunca jaz
para quem vence a covardia
de viver olhando para traz,
exaltando a melancolia.
A grandeza está em jamais
se prostrar diante da desarmonia,
em limitar-se com idéias banais
sofrendo por aquilo que "seria".
Destino ou acaso se faz
em tudo que se cria e se recria;
e não existe nem menos nem mais
nos intervalos de harmonia.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
- alma dócil
A quintessência mais sublime
revela a vida em primazia
e não há nada que se aproxime
revela a vida em primazia
e não há nada que se aproxime
do poder da mente que tudo cria.
Ignore toda ideologia que reprime,
concilia-te com o ódio que asfixia,
levante-se cedo e se anime,
qualquer que seja a previsão do dia.
Acredite: não há nada que deprime
o ser humano que cultiva alegria.
Portanto, livre-se do que o oprime
da raiva, do medo e das fobias.
Pois não há limites
para a alma dócil, em harmonia.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
- o poema do ego
Acordar ensimesmado com a vida
dizer que as coisas não valem de
nada
que a realidade é blasé, que é chata
que as horas são muito rápidas
e também muito paradas
não concordar por pirraça
não realizar por preguiça
só dar valor ao que é de graça
criticar desgraça com desgraça
confundir desejo com cobiça
se contentar com a tristeza
não confiar em pessoas felizes
pensar que o seu fardo é o que mais
pesa
confundir oportunidades com crises
julgar pedido de favor como fraqueza
achar que se pode
viver totalmente sozinho
não crer em nada e em ninguém
acreditar que a renúncia é um
caminho
resumir o que você é ao que você
tem
banalizar manifestações de afeto e
carinho
não revelar o que está escondido
transformar omissões em segredo
se macular pelo que poderia ter
acontecido
acusar e levantar o dedo
chamar de medo o desconhecido
pregar que o amor é um mito,
que tudo termina em dor e sofrimento
criar situações de rancor e conflito,
deixar que as mágoas se curem com o
tempo
distinguir como feio e bonito
não há necessidade de uma verdade
de procurar certo ou errado,
excesso ou desperdício,
defeitos ou qualidades
fácil ou difícil
pois no momento mais propício
abandonaremos sem nenhuma dificuldade
este escafandro de carne
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
- o amor
O amor é inerente a carne, a matéria
ele não está em você ou em mim
não pulsa no coração, nas veias, nas artérias
é, simplesmente, o princípio e o fim.
O amor também não é desejo
tampouco uma apropriação
não é o que carnalmente sinto e vejo
não é orgasmo ou ejaculação.
O amor não é o livre-arbítrio
transcende o cosmos e a força etérea
pois ele é inefavelmente o princípio
de tudo que antecede as eras.
O amor não foi inventado
por isso não é força que será destruída
tudo nele está manifestado
contendo o significado da eterna vida.
ele não está em você ou em mim
não pulsa no coração, nas veias, nas artérias
é, simplesmente, o princípio e o fim.
O amor também não é desejo
tampouco uma apropriação
não é o que carnalmente sinto e vejo
não é orgasmo ou ejaculação.
O amor não é o livre-arbítrio
transcende o cosmos e a força etérea
pois ele é inefavelmente o princípio
de tudo que antecede as eras.
O amor não foi inventado
por isso não é força que será destruída
tudo nele está manifestado
contendo o significado da eterna vida.
sábado, 20 de agosto de 2011
- liberdade por um grito
Fazia muito tempo que eu corria dos meus monstros
mas, então, eu resolvi encará-los.
Não imaginava como seria tal confronto
e por isso temia não suportar as conseqüências do abalo.
Desde muito cedo ruminei meus medos
e acertei com mentiras tudo o que saiu errado.
Já não sentia mais orgulho de mim mesmo
negava a realidade vivendo apenas de passado.
O amor sempre me pareceu um sentimento escroto
e por tempos o ignorei, me tornando odioso e amargo.
Toda a alegria se exauriu e, pouco a pouco,
alcancei o fundo do poço, triste e derrotado.
Eu perdi todos os meus amigos.
Meus relacionamentos não passavam de casos frustrados.
No escuro do meu quarto atrofiei meus sentidos
e perdi a noção de tempo e espaço.
Sempre me perguntei por que isso acontecia comigo
mas, no fundo, sabia que eu era o único culpado.
O pior de tudo foi ter me perdido
quando poderia ter me encontrado.
Bastava eu ter assumido
e me curado com um grito:
“Eu estou aqui
para amar e ser amado!”.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
- ∞
As perspectivas da minha compreensão de realidade
estão agora baseadas no limiar de transcendência
que venho estabelecendo ao vasculhar a verdade
sobre perguntas e respostas da nossa efêmera existência.
Confesso que antes eu pensava que a morte era a única
saída
à irremediável dúvida humana tão explorada em toda e
qualquer filosofia.
Mas, depois de refletir sobre os paradigmas que envolvem
a essência da vida,
já não acredito mais nessa complexidade vazia.
Tenho lido intensamente sobre as modernidades da Física
e, ao compará-las com os pensamentos dos primórdios,
- desde os pré-socráticos aos últimos "istas" -
percebo que o cerne da questão jamais foi alterado:
"De onde proveio tudo"?
De Deus, do Big
Bang, da Teoria das Cordas ou de E = m.c² ?
Todas as teorias e cálculos que tentam provar de onde
viemos findam no abstrato,
pois nenhuma delas pode ser comprovada à realidade, ou
seja, não são fatos.
A começar pelo teorema matemático básico, tão pobre e limitado:
- Se existe entre 1 e 2 infinitos outros dados, como posso somá-los?
Parece não haver para onde correr neste círculo vicioso e alienado,
Parece não haver para onde correr neste círculo vicioso e alienado,
e já não há como negar que há sim algo errado.
Mas como ponderar se já estamos historicamente contaminados
com essas interrogações profanas que não geram quaisquer
resultados?
Como concluir se existe um paraíso de terra tranqüila? se
há ou não o Diabo?
E se o Universo não passar de mera utopia? e se não
houver um outro lado?
A conclusão que eu tiro de todas as análises é uma só:
Acredito que tudo seja inerente a Filosofia, a Religião e a
Ciência,
pois nossa existência não é magia, divisão de átomos ou
resultado de saliva e pó
e , por isso, jamais extinguiremos nossa essência.
O que somos reside em nossa mente,
que deseja e sonha infinitas possibilidades, pois nada lhe
é escasso
e essa é a prova mais que contundente
de que não existe pecado,
tempo ou espaço.
domingo, 17 de julho de 2011
- livingovers
... hence envision crossed my brains
while i'm not sure about my blood veins.
I take a look to these cutting nails and cigarettes
among the yolk leftovers of the other days.
Well, it seems that my pale tiles means enough
- compared to my lack of life.
Now, I'm feeling like cracking up
dazzling around to conceive all these crappy old stuffs.
People say that "life is not right, life is tough”
and, then, they are all cheating on my back:
“I wish you good luck and hope”
but they don't know what I've been through - so fuck!
That's why I decided to be dead
and I'll do that without harm, without blood.
But, firstly, I will clean this mess of mine
and finish it with a lonely note:
"I did not have hope but a rope"
with love,
while i'm not sure about my blood veins.
I take a look to these cutting nails and cigarettes
among the yolk leftovers of the other days.
Well, it seems that my pale tiles means enough
- compared to my lack of life.
Now, I'm feeling like cracking up
dazzling around to conceive all these crappy old stuffs.
People say that "life is not right, life is tough”
and, then, they are all cheating on my back:
“I wish you good luck and hope”
but they don't know what I've been through - so fuck!
That's why I decided to be dead
and I'll do that without harm, without blood.
But, firstly, I will clean this mess of mine
and finish it with a lonely note:
"I did not have hope but a rope"
with love,
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
o poema
Num poema não cabe de tudo
entretanto, ele é um retrato
atemporal e desnudo
nele, não vale a pena a métrica
pois os sentimentos não têm forma
nem réplica,
dispensa também qualquer explicação
pois para alguns pode fazer sentido
mas para outros não
não há como julgá-lo, enfim
porque, quando um poema é lido,
interpretado e sentido,
ele não tem fim
domingo, 30 de janeiro de 2011
- matando a rotina
Diariamente tenho me sabotado,
pois me custa muito manter-me vivo.
Mesmo tendo muitas pessoas ao meu lado,
não há o que me motive, me de sentido.
Aparentemente, não há nada de errado:
estou saudável e sou bem-sucedido.
Mas todas as manhãs eu acordo frustrado
e, ao abrir os olhos, eu digo:
- Como eu queria ter morrido...
O melhor é evitar familiares e conhecidos;
até porque os meus alardes foram ignorados
(desde o início).
E, afinal, já tenho tudo decidido:
eu vou morrer, mesmo acordando vivo.
pois me custa muito manter-me vivo.
Mesmo tendo muitas pessoas ao meu lado,
não há o que me motive, me de sentido.
Aparentemente, não há nada de errado:
estou saudável e sou bem-sucedido.
Mas todas as manhãs eu acordo frustrado
e, ao abrir os olhos, eu digo:
- Como eu queria ter morrido...
O melhor é evitar familiares e conhecidos;
até porque os meus alardes foram ignorados
(desde o início).
E, afinal, já tenho tudo decidido:
eu vou morrer, mesmo acordando vivo.
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