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sábado, 7 de novembro de 2015

- dádiva dos opostos

[poema modificado e publicado no bloguezin do gusta]

Nos deletérios do tempo,
a morada da expressão.
Nos cataclismos do vento,
a mudança de direção.

No alinhamento do centro,
o nascimento da divisão.
No gosto do alimento,
o ciclo da criação.

Numa cena, num momento,
o lapso da imaginação.
Na dúvida, no esquecimento,
a lógica da razão.

... Tudo que penso cá dentro
conflui-se em ação.

- não-humano

[poema modificado e publicado no bloguezin do gusta]

Percebo que sou ainda muito vulnerável para as questões que envolvem o coração.
Exposto, falo como imagino, e me esqueço que do outro lado existe ainda a interpretação.
Preciso estar atento ao que vem de dentro, pois pode ser simplesmente da ordem da imaginação.
- Aquietar o corpo, relfetir um pouco... nem tudo que sai da boca é fato e oração?

No trinar das horas, no palpitar do vento, existe esse eu sedento pela busca de compreensão.
E tal como agora, fora das órbitas e dos centros, inicio sucessivos movimentos de translação.
"A porta que saio não é a mesma que entro", é o que diz o pensamento quando perde a direção.
- Ei! Também se dá o nome de cicratiz quando se fecha uma ferida feita de emoção?

Resta o solilóquio do conflito, o último espasmo e o último grito que se encerra no eco da solidão.
Na estrada desta vida, vem de longe a caravana, com o estandarte da raça humana, sempre acenando com a mão.
Me oferecem ajuda para continuar o caminho "Você ai, sozinho, venha conosco! É um de nós! É nosso irmão"
Agora, meu silêncio pode ser escutado como o estrondo de um torvelinho, surpreendendo a multidão.

E ao repensar sobre minha experiência mundana, a resposta é simples, mas impressiona:

- Não.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

- cortina do tempo [ou sobre o que sinto quando não estou com você]

Agora são três horas da manhã. Não consigo dormir. Lá fora, mais uma vez, a chuva.
Estas noites insones, me fazem lembrar da primeira vez em que acordei do sonho de alvorada, em que me vi tragado pelo mar de seus olhos perpétuos. Em queda livre para o interior de seus pensamentos e de suas verdades mais profundas... E lá, dentro de você, me encontrei.
Eu simplesmente não consigo entender...
Sempre que este déjà vu me assola, dirijo-me para a varanda e deito-me no chão para meditar com o retalho de luzes que corta o céus da madruga. Gostaria de compreender como tudo isso aconteceu? Por que diabos sinto o que sinto?
Quando investigo as miríades do tempo, num olhar de dentro, a conclusão que chego é que este sentimento já morava em mim há muitas eras, mas não fora explorado na ausência de você,
Eu que me considero um cara resoluto e decidido, senti-me perdido, como um náufrago de continentes por não saber o que fazer com essa emoção recorrente que incandescia o meu peito. Passei a partilhar com as estrelas a minha angústia; e confesso que - muitas vezes - implorei para o tempo e o vento apagarem da minha mente o desejo de estar com você. Mas foi inútil, e este desejo apenas crescia e as lagrimas já não me deixavam esconder.
Ponderei muito, e temi que isso a fizesse sofrer e que no fim me odiasse, mas, percebi, que se por essa vida eu passasse sem lhe dizer o que sinto, teria que conviver com a suposição de algo que um dia até poderia se tornar realidade.
Foi quando decidi revelar sobre o que guardava no peito e, meio sem jeito, sem nenhuma classe, te declarei a minha verdade e - ainda mais - também deixei escapar os planos que pensei serem nossos num futuro não muito distante. Nesse dia, seus olhos profundos se tornaram mar, mas nada podia acalmar as ondas que vinham de dentro.
- Sabe, sinto que às vezes você me acha louco, que isto tudo que sentimos está errado e que uma hora vai passar; sei também que você evita falar a respeito, pois teme que este sentimento possa te machucar. Mas foi quando tentamos ignorar o que sentimos um pelo outro que passamos a sangrar. Fizemos as palavras de arma e nos tornamos frios e esquivos, como se não fôssemos dignos de compartilhar os nossos momentos.
Entendo, que algumas vezes você prefira se resguardar e ficar sozinha para pensar a respeito de tudo isso. Até porque, my dear, por ora, não há outro jeito. Mas aqui fica a minha confissão de tolo romântico dos velhos tempos: saiba que insisto em incomodá-la com mensagens de palavras, pois vez ou outra sinto sua falta [para não dizer constantemente]... e até mesmo me pergunto se você sente o mesmo? E quando me remeto a você nas mensagens, às vezes me sinto culpado, pelo fato de temer perturba-la, machucá-la ou entristecê-la. Em todo caso, gostaria que soubesse que não estou aqui para iludi-la, tão pouco para transformar nossas escolhas em erros insignificantes.
Do seu lado eu serei constante, mesmo se o tempo de sua história me vestir de coadjuvante.
Mas se um dia sentir por mim o que sinto por você, prometa-me que será honesta,..
.. pois jamais deixarei de ser.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

- passagem pela Terra

Sei que esta é a última vez que passo pela Terra
pela confluência do destino, pelo estudo da matéria
Mais uma das muitas jornadas que se encerra
e entrego minha armadura de carne dessa vida etérea

E para onde vou não é aqui ou ali, nem dentro ou fora
não se faz perto ou distante, não é vogal ou consoante
não foi ontem e não será amanhã: é o simples agora
que transforma e gera a todo instante

sem nomear como emoção ou sentimento
as impressões atribuídas ao coração e ao pensamento.
... hei de me fundir ao silêncio, ao intervalo das eras
tornando-me o alfa e o ômega, o desejo e a quimera

que solenemente brilha, reverbera
Ohm

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

- heart in Chains

Been trying so hard these days
still have trouble for recovering
don't know if I can call this just a phase
I have grounded myself from within

Claimed, many times, "sorry" for what I said.
Got down on my knees lost in this guilty ritual
Feels that you craving me with the keys from my past.
- ... and I thought our love was mutual

I am now a mere silhouette of what I once became
reuniting fragments from my solely life
seeking meaning for a feeling with no name
desperate to have you by my side



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

- zhèng Hǔ [鄭虎]


PT | Zhèng Hǔ [鄭虎], literalmente: Tigre de Zhèng. Foi um poeta, pensador e filósofo da escola Tiantai de Budismo, que deu base\origem ao Budismo Nichiren.
Zhèng Hǔ viveu entre os séculos XII e XIII. Seus escritos, a maioria em forma de poemas, exploravam o caminho da Iluminação através da Natureza. Para ele, a Iluminação poderia ocorrer através da observação dos ciclos dos reinos naturais [na época: vegetal, mineral e animal] e dos cinco elementos da natureza: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água.


EN | Zhèng Hǔ [鄭虎], literaly: Zhèng.Tiger. Was a poet, thinker and philosopher from Tiantai Buddhism. Tiantai is prescedent and basis to Nichiren Buddhism.
Zhèng Hǔ lived between XII and XIII centuries. Your writings, mostly poems, explore the way to the Enlightenment through Nature. For him, Enlightenment could occur by observing the cycles of natural kingdoms [at the time: vegetable, mineral or animal] and the five elements of nature: Wood, Fire, Earth, Metal and Water.

- a poem to the past in presence

I still resign in the mystery of your eyes,
the diligence of being abandoned,
disposed and nurtured in a sad pattern
of these melancholic lives.

I know, I do stretch the sympathy of Time
In this agony of desiring you for my own...
wishing I knew break all barriers you are surrounded by
but then, once again, in all ends, you are gone

If I could renounce the pact I did with the Skies
or skip the cross of promises I am in,
I would hand myself to you with no disguise
and feel sheered in every single thing.

domingo, 26 de julho de 2015

- taking across the body

Countless images of fear are dragging us down from the reverberance of Universe:
Whenever you put yourself in situations of loneliness, of self-destruction and hindrance, you suffer, you pain, and you collapse under your own body. Body has no command; it is the subject of something bigger, something that diligently takes you across, between, among and through.

Please, meditate about these words…

Ohm

sexta-feira, 24 de julho de 2015

- aformal

O que sou,
o que estou,
o que me torno
e o que tenho,

não me forma
e nem me determina.

Ohm

quarta-feira, 22 de julho de 2015

- true-self

Life is undertaking
You may see images
but they are all boredom
of loneliness, of fear
regarding the painfull choices of ego

Put yourself on a deep self-analysis
look through and inside your eyes
you may see yourself,
you may see your deep-self
the True-You
that is hidden under your choices

Whenever you make choices
you hide your true-self
annihilating from inside the outside
take a deep breath
feel it, feel it through

Ohm

segunda-feira, 13 de julho de 2015

- o que sou, fui, é ou estou(?)

O que é o sentimento
senão uma paródia do tempo
que vez ou outra me seduz
- e na velocidade da luz –
me faz ruir por dentro
contestando tudo aquilo que acho que sou (?)

O que é o desejo
senão rubor e pejo
de toda libido e excitação
escondidas com os olhos e com as mãos
do meu insólito medo
de regressar ao que um dia fui (?)

O que é a dor
senão a falta de movimento e de cor
que atrofia e leva ao sofrimento
- ou ao arrependimento –
daquilo tudo que sustento
e não sei o que de fato é (?)

O que é a verdade
senão um gole de piedade
desse Universo infinito
que paradoxalmente habito
e dele me considero o centro
mesmo sem saber onde de fato estou (?)

O que é o humano
senão um ser travestido de sentimento
perdido no tempo
amadurecido de libido, excitação e desejo
em experiências de dor e sofrimento
e que buscam a verdade

mas sem conseguir responder:
- Sou, fui, é ou estou?

sábado, 11 de abril de 2015

- batalhas da Vida

Pessoas que dizem não mais acreditar na Vida
de almas desbotadas, cansadas e sofridas,
que andam pelas ruas com postura arqueada,
se sentindo vazias, solitárias e deprimidas.

Estancam seus sentimentos e suas dúvidas
por temerem exposições a duras críticas
e, às vezes, subtraem frustrações com drogas ilícitas;
fogem, agridem, matam e até mesmo se suicidam

como se estas fossem as únicas saídas...

Mas mesmo que seus pais o odeiem de forma explícita,
que a violência e o abuso sejam memórias vívidas,
que o preconceito ocorra de maneira mental e física
ou que seja diferente de tudo aquilo o que você acredita;

saiba: no mundo existe bilhões de almas feridas,
e algumas dizem que não vale a pena a energia investida
porque acham não existir esperança ou que a luta é inútil e perdida.
Será mesmo que é um jogo de sorte ou azar, uma mera partida?

E se você escolher passar por tudo de cabeça erguida?

Perdoe as palavras que rotulam e hostilizam
Agora! Decida! você pode doer, mas a vida não é sofrida!
Não se torne refém da dúvida, das coisas que o atemoriza.
Acredite em seu sonho, compartilhe suas lições aprendidas.

Lembre-se: olhar para trás ou para frente, mera questão de perspectiva.
- É no momento presente que qualquer batalha é vencida.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

- faces

O medo e o ódio são metades da mesma face,
que se manifestam quando guardamos segredos
sobre a nossa verdadeira identidade.

E a identidade então se torna vazia e sombria,
sempre justificando todo e qualquer erro
com discursos hostis de bom senso e moralidade.

Uma moralidade que não revela nunca aquilo que penso,
mas sim o que é popularmente aceito
por se acreditar que isso seja sinônimo de humildade.

Mas humildade mesmo é seguir o que vem de dentro:
encontrar nas pessoas e em seus sentimentos,
nos dias ensolarados e nos dias cinzentos

chances e oportunidades.


domingo, 5 de abril de 2015

- cordão de prata

Fiz viagens para o além-tempo
por entre cenas e sentimentos descomunais.
Conheci diversos seres imateriais e extraterrenos
que falavam por telepatia, símbolos e sinais.

Vi que as religiões são parcelas de entendimento
que somente importam para discussões terrenas e banais,
e que ter títulos, ser erudito em filosofias e conhecimentos
não prova que sejamos evoluídos, somente intelectuais.

Aprendi sobre novas tecnologias e mandamentos
que ainda são desconhecidos por nós, meros mortais.
Experimentei magias, planos, portais e fases de renascimento
com a ajuda de mestres, mentores e seres elementais

Instruíram-me que a Realidade e seus desdobramentos
são resultados dos sonhos e dos desejos mais viscerais
que se corporificam por meio das ideias do momento
- seja na Terra ou em algumas das dimensões espirituais.

No fim, me despi de diversos corpos e de seus elementos
e me revelei em “espaços” que não existem em planos tridimensionais.
Desintegrou-se o Eu e todas as suas formas-pensamento
... me fundi com o centro, o original

E tudo se silenciou com a voz Universal

Ohm

sexta-feira, 3 de abril de 2015

- vórtice contrito

Fiz escolhas que mudaram minha estrada, meu caminho
e, por vezes, me senti cansado e sozinho
como um peregrino da minha própria razão.

Virei páginas, aparei arestas e espinhos,
despi-me do casulo de carne e abandonei o velho ninho
para experimentar a dúvida e a contradição.

Em situações de crise, também experimentei o definho
de dogmas e tabus; e me tornei plenamente vazio
do significado frio do sim e do não.

E nesse momento, mente e corpo se tornaram estios
e apreendi que escolhas e caminhos, eu amplio
ao expandir a mente e o coração.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

- melancolia

A noite sempre me encontro com a Melancolia,
ela não se importa se estou livre ou ocupado
se com visita, doente ou atrasado;
Ela não tarda e nem falha sequer um dia.

Em nossa conversa de silêncio unilateral,
evoca-se o que de mais triste existe
dos calabouços da alma, do sentimental.
Emoções velhas, primitivas, mas que ainda afligem.

- Com você, Melancolia, sinto as horas mais frias,
a dor se torna nossa melodia, sem tom e sem final.
Você diz amar a minha companhia
- é mútuo, saiba - fiz poesias com seu jeito sensual

Mas este amor é impossível e deveras paradoxal,
pois se consumado, será consumido
e o meu peito e o meu espírito
ao pensar em você, Melancolia,

estarão repletos de Alegria.

terça-feira, 31 de março de 2015

- oceano

Observo o movimento cadenciado das ondas
em sinfonia com o chiado da água que se aorla.
E indizível é o sentimento que me toma conta
por estar alheio de qualquer que seja o nome ou a forma.

E no horizonte, ao mirar nas luzes de ribalta,
me entorpeço acerca dos enigmas da fonte
que se agigantam com a força da maré alta
nesse azul profundo que segredos me esconde.

Já não sou o mesmo no tapete da praia
- Oh, não! Não sou um ser considerado humano
Sou cada gota e cada grânulo
Sou eu, o oceano.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

- olhando-me no espelho

Bota a culpa na sociedade,
se queixa da falta de perspectiva,
mas falsifica a identidade
e compra "léplica e oliginal" como alternativa.

Critica as notícias no jornal e na TV,
apoia para a maioridade penal ser reduzida,
mas não sabe elogiar ou agradecer
e tem dúvidas até sobre como se engravida.

Diz que o trabalho explora e ninguém vê
e que não existe oportunidade profissional,
mas não sabe nem o que significa CLT
e, no dia a dia, faz tudo sempre igual.

Blasfema que o salário é uma porcaria
ou que não demorará para o mundo acabar,
mas tem crediário nas Casas Bahia
e faz planos para no futuro se casar ou viajar.

Está sempre defendendo uma ideologia,
compõe gritos de guerra para coisas que ama,
mas a noite só acessa site de pornografia
e da desculpas para não sair da cama.

Fala mal do vizinho porque usa maconha,
classifica o que presta e o que não presta,
mas distrata a familia, pois sente vergonha
cospe pra cima, para uma hora cair na testa.

Seja o exemplo daquilo que faz
e não confronte por mera vaidade,
às vezes, precisa-se dar um passo pra traz
ou então adquirir experiência e maturidade.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

- revelação dos dias contíguos

Deste mundo
já tive vontade de ir embora,
tantos foram os lamúrios da alma,
outrora considerada triste e ferida.

Ferida por dentro e por fora
por não encontrar saída
para os caminhos que se trilha
julgados como fardo e pouca perspectiva.

... e depois!
Ah... mesmo depois de colocado tudo pra fora,
através da voz e dos versos de escrita,
ainda assim não conseguia me situar...

- ... tinha medo da Vida.
Travei lutas e mais lutas com o pensamento.
Por insistir na culpa e no ressentimento
e, dia após dia, morria por dentro
(eu sentia).

Olhar-me no espelho era um tormento!
Refletia as mil faces do arrependimento.
- e mesmo que este arrependimento matasse:
Morrer(!)(?)... de que me adiantaria?

Para compreender o que não compreendia,
cabia-me olhar com humildade
à realidade de tudo o que já fora um dia
como parte do meu desejo e da minha vontade.

Vi então que o que me exortava à agonia
era a constante dificuldade
de olhar para dentro de mim
e docilmente dizer "sim"

Sim!... e absorver o momento presente
como simples oportunidade
de se fazer diferente,
sem o apego da mente
ou das amarras que tolhem

a liberdade,
a infinita capacidade.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

- sobre ser honesto comigo mesmo

Às vezes estamos na direção errada,
nadando contra a correnteza da Vida.
As palavras tristes e atitudes desencontradas
revelam questões outrora esquecidas.

Estar no piloto automático nessa jornada
não ajuda em nada, apenas prejudica,
e as reais decisões deixam de ser tomadas
com uma desculpa moral que dignifica.

Ora, viver a sombra do que é dito natural
traz consolo e mentirosamente justifica
a máscara que se veste como mero mortal,
e que artificialmente se identifica:

- Prazer, sou Fulano de Tal,
tenho impressão digital e uma rubrica.
E o status quo vem do emprego formal,
de onde moro e dos países que já fui turista!

Tudo isso parece real a primeira vista,
mas oculta o verdadeiro ser, que hesita
revelar-se de forma simples, porém bonita,
preocupado apenas em ser o que não é

somente para agradar uma grande lista
daqueles que invejam os que fingem que são.
E, assim, criam um grande circo de conformistas
que se denominam realistas, pois bebem da razão.

Razão esta que é uma desculpa derrotista
para quem preferiu deixar morrer um sonho
ao invés de conquistá-lo desafiando a lógica
com o que temos de mais nobre:

o coração.